Dia 52

Finalmente!

Depois de quase dois meses de muito bem vinda distância da UTFPR……….

Finalmente iniciaram as minhas aulas! \o/

O dia começou cedo. Pra cacete. Mais especificamente, às 07:00 da matina, quando o relógio despertou. Um café da manhã básico, pra dar uma acordada, e bora lá pra primeira aula do intercâmbio!

Pra começar, minha aula inicia às 8:15 e vai até as 10:15. As aulas possuem duração estimada de uma hora. Mas por quê começar no quarto de hora?

Aparentemente, existe um costume muito comum na educação italiana, que é uma pausa de 15 minutos a cada hora de aula. Ou seja, essa uma hora é, na verdade, 45 minutos (e o professor escolhe como usar esse intervalo – pode ser no meio da aula, tudo no início, ou tudo no final). Logo na minha primeira aula o professor chegou às 08:30 [sim, fiquei marcando o tempo] e só terminou (às pressas), às 10:37.

E que aula foi essa?

Bem, nesse semestre não deu pra pegar muita coisa que eu queria pra me aprofundar na área que eu curto, então peguei umas de enriquecimento geral. Bom, segundo o professor Pier Luca Lanzi, posso afirmar que:

I AM A GAME DESIGNER!

YUP! Primeira aula e começamos bem. Videogame Design and Programming é uma disciplina de desenvolvimento de jogos INDIE, onde o objetivo principal é produzir um demo de um jogo com 20 minutos de duração. Não tenho uma foto da sala, mas ela estava cheia, e não só de programadores (AKA, alunos de engenharias eletrônica, computação e telecom), mas também de designers e artistas. Talvez um exemplo de matéria que pode ser cursada por QUALQUER aluno do politécnico (Isso podia acontecer na UTFPR também, né?).

Pra dar um pouquinho mais de inveja, ele deixou lição de casa: Preparar para a próxima terça-feira uma proposta de game – um conceito, uma ideia. Vale tudo [ou quase]. Ah, essa é a tarefa menos legal. A outra é: JOGUEM JOGUEM JOGUEM. Game designer que não joga não sabe oq fazer!

O inglês do professor é bom – compreensível, pausado, com palavras bem pronunciadas. Isso ajuda a entender – e ter um vocabulário decente sobre jogos também 😀

A ferramenta de desenvolvimento sugerida é a Unity (free version), pois ela permite mais facilmente a portabilidade do jogo, isto é, que você desenvolva pra MAC, LINUX, Windows, ou mobile. Nesse ponto só espero que o Rods esteja morrendo de inveja 😛 [se der te mando uns materiais :D].

Ah, um outro ponto interessante é o estímulo a participar de competições. O professor quer que publiquemos o jogo [isso é obrigatório com a demo], e deixou claro: Podemos utilizá-lo em competições / maratonas de desenvolvimento, ou continuemos o desenvolvimento, façamos uma campanha de financiamento coletivo, e fiquemos ricos! Meu plano de dominação mundial finalmente pode começar![/not]

Bem, essa foi a primeira aula. De tarde, após o almoço, fui para o primeiro seminário de VDP, sobre criatividade e brainstorm. Acompanhei apenas uma parte (apresentação do brainstorm e da técnica que eles iriam utilizar depois, por uma professora do Design que não fala quase nada de inglês), pois em seguida, corri para a minha próxima aula:

Embedded Systems.

Cheguei meio atrasado mas não perdi muita coisa. O professor ainda estava no slide 2 da sua apresentação, então tudo certo. A matéria, na verdade, é uma combinação de duas disciplinas que são parecidas. Embedded Systems 1, isto é, desenvolvimento geral de sistemas embarcados (aparentemente uma fusão de micro com embarcados, em termos de UTFPR) e Advanced Operational Systems, sistemas operacionais 2.0 [que não existe na UTFPR, até onde eu me lembre]. Enquanto uma delas foca mais especificamente na problemática do hardware, a outra irá tratar do sistema operacional específico para esta situação – como, em um mundo de recursos extremamente limitados, realizar multitasking?

“Pera lá, essas duas matérias são cursadas juntas e separadas?”

Exatamente. Vou explicar: O plano de aulas do professor contempla a disciplina maior [Embedded Systems], mas possui marcadas aulas de interesse a uma ou outra disciplina. Ah, a razão de serem dadas praticamente em conjunto é que muitas das aulas são de interesse comum, ou seja, seriam repetidas. Ah, uma cosia importante é que não é cobrada presença. Se eu quiser, posso não ir a aula alguma e OK! Isso permite assistir aulas que acontecem no mesmo horário(com o plano de aulas fica bem fácil de se programar) E essas disciplinas em conjunto!

Já dei uma conversada com o professor, ele é bem gente fina, sobre tentar um estágio (agora só preciso atualizar meu currículo) e sobre outras disciplinas com design de hardware. Aparentemente, no politécnico, só tem essa.[devo investigar melhor isso].

Bom, enquanto o professor de VDP é bastante dinâmico e animado (em termos de UTFPR…. não sei, temos algum professor dinâmico E animado? Gustavo Borba, de Oficina 3, ou uma mistura de Rubão e mais alguém – sem os palavrões), o professor William Fornaciari, de ES, é mais tranquilo, menos energético. Curiosamente (essa pode ser uma impressão minha) ele mistura o know-how com um tom de voz que te prende, num estilo mais próximo da maioria dos professores da UTF – com o diferencial de tornar o assunto interessante.

Não é a melhor foto do mundo, mas dá pra ter uma ideia de como é a aula...

Não é a melhor foto do mundo, mas dá pra ter uma ideia de como é a aula…

Bom, essas são minhas aulas durante esse semestre, então vou ter algum tempo pra me dedicar a outras coisas (como estágio, se tudo der certo, e o projeto:Itália, que já está em andamento). Ainda assim, não acho que será exatamente fácil.

Se fosse fácil não tinha graça.

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~ por nesello em 2014 10 21.

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