Dia 22

Futuro.

Uma das ideias mais estranhas sobre viagens intercontinentais (ou ainda entre países no mesmo continente) é que você tem a impressão de estar vivendo em um tempo diferente. Claro, se você rompe contato com as pessoas em outros lugares, tal impressão não é evidente – O desembarque aconteceu em determinado momento, era tal horário do dia, e a vida segue em frente. Mas ao se comunicar com outro lugar no mundo (a família, por exemplo – Alô Mamãe!) a diferença de referencial no tempo (popularmente conhecida como fuso horário) fica evidente.

Gritantemente evidente.

Digo isso por que agora, embora um dos relógios marque 12:45, o sol está se direcionando ao poente. Um final de tarde extremamente agradável. O cansaço da mudança de fuso nunca me pegou – para minha felicidade 😀 – embora o horário de verão esteja atrapalhando um pouco o sono.

Ainda assim, estar cinco horas no futuro é um pensamento que não consegue me deixar. E só com referenciais diferentes é que a cabeça relaxa um pouco…

O dia começou cedo demais, às 09 da manhã. As paredes de gesso do alojamento não abafam as conversas no corredor, e a noite foi razoavelmente mal dormida. Não que eu estivesse sem sono, certamente este não era o caso, mas a cama é pequena demais para que eu deite. O colchão deve ter algo perto da minha altura. Para minhas pernas, isto é horrível. De qualquer forma, acordei e levantei para acompanhar o pessoal até Lecco, uma cidade próxima de Como, mas do outro lado das montanhas.

A cidade é simpática (como todas até agora), mas não tem muitas coisas pra fazer. Parece que tem uns passeios de barco no lago e trilhas nas montanhas em volta, mas deveríamos ter chego lá bem mais cedo para fazê-los (tipo umas 9 da manhã), mas eu topo fazer umas caminhadas morro acima. Porém o pessoal tava meio acabado de ontem à noite. Eu também.

Acabamos caminhando um pouco numa feirinha à beira do lago. O Leo comprou uma colher de pau (de macieira – um digno instrumento de chef), e conversamos algum tempo com o vendedor na feira – um italiano chamado Luigi. Muito simpático. O Vitor ficou mais uns 15 minutos papeando com ele, após comprada a colher 😀

Caminhamos um pouco na cidade e, depois, comemos o pior (e mais caro) almoço até agora. Pouca comida, comida velha… simplesmente horrível. Juntando com o desânimo geral, foi um passeio bem ruim.

Voltamos cedo e agora estamos aqui, CSF @ Martinitt. Todos cansados, esperando.

Podemos estar no futuro, mas nem por isso o desânimo está longe…

TL;DR: Tudo tranquilo no futuro. Lecco é uma cidade ok, precisa de tempo pra fazer as trilhas.

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~ por nesello em 2014 09 14.

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