Dia cinco

Dia começou na loucura: Enquanto até ontem pensávamos em passar dois dias nas Cinque Terre, uma rápida pesquisa sobre hostels na região nos desencorajou (não haviam lugares). Assim sendo, decidimos ir para Como, os mesmos nove de ontem, mas alguns problemas começaram a surgir. A Lívia é designer e mantém alguns freelas, que ela tem que terminar. Por outro lado, não conseguimos comunicação com a Cris e com o Busone, e o Yves não confirmou se ia ou não. Em compensação, duas cariocas (com um dos sotaques mais carregados que ouvi) vieram conosco até Como.

Compramos as passagens de ida (4,55 euros) e embarcamos para lá. O trajeto de trem durou cerca de uma hora, com algumas paradas no caminho. Muito tranquilo, razoavelmente confortável, fomos até o outro extremo do trem, descendo na estação de frente ao lago. Imediatamente caçamos uma igreja, a segunda que visito. A decoração é muito bem trabalhada, e dentro dela tocava-se órgão. Dois órgãos simétricos colocados de frente um para o outro, pouco antes do altar. Sério, esse tipo de música é sentido retumbando em todas as vísceras. Na entrada da igreja, uma exposição de desenhos retratava um grupo de freiras. A história era bonitinha, mas não pegou o meu interesse. Saímos para a praça de frente. Um senhor cantava com um violão, uma potência vocal de dar inveja. Acabamos indo mais para dentro da cidadezinha, bem simpática e agradável, até que encontramos uma loja Vodafone.

Ali paramos para comprar linhas de celular – e começaram os meus problemas.

A linha que contratamos parece bem interessante: 200min para qualquer operadora na Itália + 200 SMS + 1GB de dados (3G, a itália não é coberta inteiramente por 4G ainda – pelo menos não da vodafone). Tanto eu quanto o Leonardo contratamos também uma promoção de chamadas internacionais por mais um euro, totalizando 15,90 mensais, mais as chamadas internacionais a um preço MUITO mais interessante (Brasil a 8 cents o minuto), em um plano tipo controle (carregamos crédito no celular e a cada mês uma parcela é utilizada para pagar os planos). Parecia muito bom – Se meu telefone percebesse que estava com um chip inserido.

Saímos da loja para encontrar as cariocas Anna e Desireé e decidir onde almoçar. Acabamos parando em um restaurante bem simpático (todos eles são :X), onde a comida parecia estar num preço bom. Não lembro o que pedi para comer, mas a bebida – suco de mirtilo – estava deliciosa. O garçom que nos atendeu era brasileiro, facilitando um pouco a comunicação. Em seguida, saímos para procurar o lago.

Caminhamos por algumas vias, praticamente todas exclusivas para pedestres, até encontrar uma praça. Da praça tínhamos vista para o lago. A dimensão dele é incrível. Não é comparável com Itaipú, mas deve ser pouco maior que o lago no Parque Barigui. Embora as árvores estivessem muito convidativas, decidimos caminhar pelo Píer – imaginando que este fosse uma ponte sobre a água. A decepção do pessoal quando chegamos foi meio “ok, vamos pegar outro caminho então :(” e continuamos rindo e falando.

Aqui cabe um adendo. Se no Dia um eu consegui forçar falar italiano com o Yves – e ele se esforçou em fazê-lo – aqui já quase não falamos mais em italiano. Sério, você tenta uma ou duas frases e daí a ideia seguinte vem em português! Assim não há idioma que se aprenda :X

Acabamos dando a volta na beira do lago – totalmente construída – e vimos uma espécie de bondinho subindo um dos morros ao redor. Brincadeiras à parte (“bora pra favela na itália?”), decidimos pegar o Funicolare e ver como é a vila/cidade/bairro lá de cima. Fomos então para a comune de Brunate. Lá em cima decidimos ir caminhando para um lado – aparentemente o menos turístico. Ruelas, casas, pequenas construções… Coisa mais estereotipada possível. Bem ajeitadinhas, as casas se erguem tão perto umas das outras quanto sobrados conjugados. Quando decidimos voltar, estávamos descendo o morro, fomos para o outro lado – aparentemente mais turístico, com placas indicando locais de visitação, entre outras coisas. E começou o sofrimento. Subimos aproximadamente uns 500 metros de altura caminhando por quase dois quilômetros. Foi bem cansativo, o passeio mais cansativo até agora. A recompensa? Encontrar o farol do Alessandro Volta.

Deviam ser umas 18:xx. A descida, como sempre, foi muito mais tranquila. Paramos em um pequeno restaurante para tomar uma taça de vinho, admirando uma paisagem sensacional. descemos novamente de funicolare e fomos comprar passagens de volta para Milão. Eram umas 19:30 quando compramos todas as passagens e saímos caçando um lugar para a janta. Eu estava um pouco preocupado (encontrar um restaurante, jantar e voltar para a estação de trem em uma hora e quarenta minutos?! RÁPIDO GALERA), mas acabou dando tudo certo. A pizza de quatro queijos aqui é completamente diferente. Nada de catupiry ou provolone, era gorgonzola, queijo de cabra, mozzarella e um outro queijo que não lembro qual era. SO MUCH DELICIOUS!

A viagem de volta foi tranquila. É estranho isso, de ir até uma cidade a 40km de distância e encontrar tantas coisas interessantes para fazer. Em Curitiba, nesse mesmo raio, o que temos?

Trem chegando :D

Trem chegando 😀

Vista do lago

Vista do lago

Artemis Fowl curtiu a localização.

Artemis Fowl curtiu a localização.

Parte de trás da basílica local

Parte de trás da basílica local

Uma pequena construção :D

Uma pequena construção 😀

Um palacete à beira d'água

Subindo o morro da itália

Subindo o morro da itália

Anna e Vitor na maior piração

Anna e Vitor na maior piração

Uma viela.Totalmente Itália.

Uma viela.Totalmente Itália.

Vista aérea do lugar

Vista aérea do lugar

A casa dos little

A casa dos little

Isto estava na catedral. Parece uma espécie de multi relógio de sol. Ou algo de horóscopo.

Isto estava na catedral. Parece uma espécie de multi relógio de sol. Ou algo de horóscopo.

Torres em meio às árvores

Torres em meio às árvores

Dando a volta na mesa, a partir da esquerda: Anna, Derireè, Vitor, Eu, Gustavo, Leo e Nicole.

Dando a volta na mesa, a partir da esquerda: Anna, Derireè, Vitor, Eu, Gustavo, Leo e Nicole.

Super-selfie

Super-selfie

Uma igreja no morro.

Uma igreja no morro.

TL;DR: Como é um lugar bem bacana pra visitar.

Anúncios

~ por nesello em 2014 08 31.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: