Dia três

Última manhã no hotel. Agora que já sei onde ficam a universidade e o alojamento, vou-me embora para Pasárgada (não, pera…). Arrumei as coisas, fechei a conta no hotel (consegui pagar apenas duas noites! Sair cedo é ótimo!) e tomei um táxi para o alojamento. Achei que foi caro, o alojamento fica a uns 5km da estação central (quase tudo nessa cidade fica a 5km), e paguei 10,20 euro. Deixei minhas bagagens no quarto e aproveitei para dar uma volta no alojamento.

O lugar é grande. Antigamente era um orfanato – e acredito que seja ainda hoje uma escola primária/fundamental. Tem um salão de jogos – com uma mesa de ping-pong – cozinha, lavanderia e ginásio/academia. Dá pra praticar corrida dentro do alojamento, de tão grande que é o lugar. Em alguns minutos encontrei o Vitor. Fomos ao mercado aqui perto (Leo e Nicole estavam lá). Não sei se as coisas são mais baratas que no Brasil, mas aparentemente o mercado é barateza da cidade. Não comprei coisas ainda, acabei deixando meus grandes dinheiros no alojamento.

Alguns minutos depois, após largadas as compras no alojamento, voltamos para a rua. Fomos de ônibus até a estação Lambrate, a estação de metrô mais perto. Os ônibus não são super-modernos nem super-confortáveis. São mais ou menos do tamanho de um micro-ônibus de Curitiba, talvez um pouco maior. Ele tem um grande espaço interno por ter poucos lugares que as pessoas não podem ficar – o ônibus é baixinho, na altura da calçada, e não está claro onde fica o motor. Nesse ponto fico devendo uma foto. Lá na praça que dá acesso à estação, encontramos o Yves e a Cris. Eles vieram resolver algo na Casa dello Studente, para que a Cris possa ficar um tempo mais perto dos demais amigos. Após isso, novamente fomos à estação Duomo, fazer mais cartões de transporte. Cris e Yves ficaram deslumbrados ao ver a catedral gigantesca. Na segunda vez já estou me acostumando (embora ela continue magnífica – vou tentar me atentar aos detalhes).

Em alguns minutos novamente saímos a caminhar. Desta vez, fomos na direção do Teatro La Scalla. É como me disseram. Por fora, naquela região, o lugar não se destaca (toneladas de coisas bonitas para ver em volta). As colunas de estilo grego, com capitel e tudo mais que tem direito são belas mas não deslumbrantes. Mas visitamos rapidamente a lojinha do teatro, onde consegui ter uma noção mínima do que é o lugar. Algum dia tenho que assistir uma ópera, um musical, um ballet, ou mesmo um recital (impossível não pensar na Ornella ao ver esse lugar.) O Leo é meio fanático por música clássica (e gêneros vizinhos), então acho que tenho um bom guia. 😀

Depois disso, nos perdemos para algum outro lugar de Milão. Não lembro exatamente como chegamos, mas acho que esses metrôs estão acabando com meu senso geral de direção. Caminhar pelas ruas ajuda muito mais a entender relações de distância e posição que o metrô. Só sei que em algum momento, encontramos uma igreja, menor que o Duomo, mas extremamente exuberante na decoração. Dourado, cores vivas, foi muito bonito. Neste momento comecei a suspeitar que, embora eles não sejam ferrenhamente religiosos, eu seja o único ateu do grupo. Ok, consigo conviver com isso. Alguns passos depois, lá estávamos nós passeando por uma das ruas do quadrilátero da moda. Nunca vi tanta loja chique uma do lado da outra. Sério, de botar o Pátio Batel no chinelo. A rua que estávamos continuava – sem outras saídas – por mais um quilômetro. UM QUILÔMETRO DE LOJAS CARAS. As meninas só não entraram nas lojas pois:

  • Já havia passado das 17:30
  • Mesmo com a bolsa, não temos dinheiro para esbanjar.

A hora que conseguimos sair da rua, demos de frente com o palácio do senado. A construção é interessante, mas acabamos não entrando por que queríamos chegar ao Museu de Ciência Natural. Chegamos ao parque do museu, cansados. Sentamos para descansar em bancos ao lado de brinquedos para criança – caixas de areia, pequenos castelos de madeira com escada e escorregador, essas coisas – com vista para um carrossel e um carrinho de bate-bate. Eu propus de brincarmos no carrinho bate-bate, mas o pessoal não curtiu muito a ideia. Algo sobre o Vitor precisar de um carrinho para cada pé – e ter que patinar com eles. Sentamos e conversamos, uma chuvinha rala caindo. Nada preocupante. Ficamos lá até umas 19:30, quando decidimos procurar um lugar para comer – o museu já estava fechado.

Neste ponto algum de nós perguntou onde comer bem por um bom preço – e nos mandaram para Porta Veneza. Descemos no metrô de mesmo nome e damos uma volta na quadra para ver lugares para comer – nenhum deles atrativo ou barato o suficiente. Acabamos decidindo ir no primeiro restaurante que vimos. Neste ponto, os quatro rapazes (Eu, Leo, Vitor e Yves) fomos praticamente sacaneados pelo faro de promoção feminino. A Nicole e a Cris viram uma loja com descontos e decidiram entrar – e dane-se a fome que nós seis estávamos! Ficamos mais uns 15 minutos sofrendo até decidir abandoná-las, já que havíamos decidido o restaurante de destino. Um restaurante super turístico, com um aquário de lagostas – aparentemente para alguns dos pratos. Acabei escolhendo um gnocchi al pomodoro, e decidimos tomar um vinho. Que coisa deliciosa! Tanto o gnocchi quanto o vinho estavam MUITO bons. E neste momento eles descobriram que sou fraco para bebida. 😦

Definitivamente, estes dias estão estranhos. A primeira atividade com a faculdade começa apenas amanhã (chegamos meio cedo ao alojamento, umas 10:00, para descansar bem). Aulas mesmo, só semana que vem. Eu poderia me acostumar com essa vida boa, mas sei o que devo fazer aqui.

Uma fonte "perdida" no meio da cidade. E o Paulo de colete!

Uma fonte “perdida” no meio da cidade. E o Paulo de colete!

o.O coisas modernas em Milão!

o.O coisas modernas em Milão!

O Pallazo del Senato. Lembra muito algumas construções no Brasil, em termos de riqueza de detalhes.

O Pallazo del Senato. Lembra muito algumas construções no Brasil, em termos de riqueza de detalhes.

Eu fiquei devendo uma foto de japoneses tirando fotos. Aqui tem o suficiente?

Eu fiquei devendo uma foto de japoneses tirando fotos. Aqui tem o suficiente?

Geral da fonte perdida no meio da cidade. Não me pergunte como chegamos lá. Talvez fique em Nárnia. Sem piadas sobre armários.

Geral da fonte perdida no meio da cidade. Não me pergunte como chegamos lá. Talvez fique em Nárnia. Sem piadas sobre armários.

E é isso. Até amanhã gente!

TL;DR: Metrôs deixam uma cidade confusa. Milão tem coisas escondidas muito bonitas. Gnocchi 😀

Anúncios

~ por nesello em 2014 08 30.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: