Dia dois

Sabe aqueles dias cinzentos, onde você não sabe o que fazer? O próximo compromisso é outro dia, e não há mais nada a fazer? Pois é, eu não conhecia isso, até hoje. Foi assim que começou meu dia.

Ah, mas tinha uma coisa que eu gostaria de fazer. Duas, na verdade. Porém, antes de dizer o que eram estas coisas, é importante lembrar que eu não tinha nenhuma espectativa sobre o que iria acontecer, fazer, etc. Sério, isso é estranho.

A primeira coisa que eu fiz foi caminhar até o Campus. Não peguei o melhor caminho, sei disso, mas peguei um que me levou até lá. Bom que a caminhada me mostrou algumas coisas sobre a cidade:

  • Só existem árvores nos parques
  • O trânsito italiano é um caos
  • Nunca vi tanta pichação.

Sério, praticamente todos os edifícios possuem alguma pichação. Deve valer como regra: Não tem pichação, é turístico/restaurado. Novamente, muitos imigrantes. Gente com cara de turco é uma das coisas mais comuns da cidade. Claro, olhos e ouvidos bem atentos. A praça leonardo da vinci poderia passar por uma praça mal cuidada de Curitiba, sem maiores dificuldades. Mas bem, ainda não falei das coisas que eu queria fazer.

A primeira delas era ir até o Politecnico di Milano ver o que eu deveria fazer, agora que estou na itália. A outra, conhecer onde fica o alojamento.

Ir até o politécnico foi tranquilo. Encontrar o edifício onde ficava o atendimento a estudantes foi levemente mais difícil. A universidade é ENORME. Em termos de UTFPR, o campus leonardo tem uns três campus curitiba de área ocupada. Não acreditei que fosse tão grande, no googlemaps. E este é apenas um campus. Outros estudantes esperavam serem chamados por senha no atendimento ao estudante. Não consegui entender o código das senhas, uma letra seguida de um número. Talvez simplesmente não haja um código, e as senhas sejam aleatórias (mas, de alguma forma, ordenadas).

Ao ser chamado, conversei rapidamente com uma moça. Na verdade, foram três. A informação importante é que quearta-feira é o grande dia, onde a universidade vai passar todas as informações relevantes. Ok, então, nos vemos quarta-feira. Neste momento conheci um outro brasileiro, CSF também. Yves. não, é sério, esse é o nome do piá. A primeira coisa que disse para ele foi: “Parla solo in italiano”. Já estou exagerando no uso de português neste blog, então preciso treinar onde posso. Depois disso, saímos do campus e fomos ao aeroporto de Linate, que fica ali por perto, esperar os amigos do Yves, que chegaram hoje. Tentei falar italiano o máximo possível, mas né, tem horas que ficou difícil. Falta ainda muito vocabulário para conseguir fluência. A caminhada levou algo entre uma hora e uma hora e quinze. O acesso de pedestres está imperfeito, tem um cruzamento de auto-estrada na rua que leva ao aeroporto que simplesmente não tem calçada – e não indica por onde ir. Claro, não é problema, mas é algo que reparei.

No aeroporto esperamos por mais de uma hora. Parece que o vôo deles atrasou, e o rapaz não tinha comunicação com eles – isto é, até a hora que ensinei como conectar na internet wifi de graça. O tipo de coisa que, se você não está acostumado com outras internets públicas, você nem percebe como fazer. AKA, ele entrou na internet, foi redirecionado à página de acesso e escolheu o acesso grátis. Com isso ele conseguiu falar – via WhatsApp – com os amigos. Conheço pouca gente agitada como ele.

E assim conheci mais quatro brasileiros. Eles não possuem uma promessa TÃO forte como a minha de só falar em italiano, o que dificultou um pouco as coisas, mas nos demos bem. Leonardo, Nicole, Cris e Ana chegaram portando tanta bagagem que eu não saberia se ia rolar pegar um ônibus (eu já estava BEM cansado para voltar a pé, além de ter mais uns 200kg em bagagem para eles transportarem). Tanto o Leonardo quanto a Nicole estão no mesmo alojamento que eu, e a Ana, num alojamento próximo. Só a Cris que está longe (O yves está em um alojamento mais eprto do campus). Pegamos um táxi, uma opção que não me agrada, mas não vi outra maneira. Eram sete malas para três pessoas. Sete malas GRANDES. Pagamos 55 euros no táxi para andar cerca de 4 quilômetros, um pouco menos, talvez. Chegamos lá, pegamos as chaves para os quartos (o Leonardo é meu colega de quarto) e DAMM, que quarto grande. Conhecemos lá a última pessoa do dia, o Vitor. Ele chegou em Milão dia 14, ficando em um albergue até hoje.

Acabamos combinando de ir à estação Duomo, mas não encontramos o Yves, a Cris e a Ana. Acabou que eu, o Leonardo, o Vitor e a Nicole demos uma volta pela parte turística da cidade. Diferente? Sim. Nenhum prédio pichado, toneladas de pessoas, um parque, um castelo… Chegamos lá na praça de metrô e andamos, andamos o resto do dia. Visitas rápidas – Cada uma das construções que vimos merece um dia inteiro de visitação – apenas para conhecer mais da cidade. Passamos pelo Castelo Sforzesco, pelo parque que há atrás do castelo e, lá pelas oito da noite – com o céu claro, ainda – decidimos procurar um lugar para comer pizza.

Achamos uma pizzaria ali por perto, sem muita vontade para procurar mais. Comi uma pizza de diâmetro de dar inveja às do Brasil, mas BEM mais fina. Acho que nunca havia visto uma pizza tão fina antes – talvez por isso tenha comido-a inteira. A fome (tanto o café da manhã quanto o almoço foram bem ralos) deve ter ajudado. Pizza simples, mozzarela e pomodoro (a marguerita do país), mas gostosa. Com água e o coberto paguei 8,50 euros. Dinheiro é limitado, não dá pra sair gastando por aí.

Casal tirando fotos com os pombos na Piazza del Duomo

Casal tirando fotos com os pombos na Piazza del Duomo

Panorâmica da Piazza del Duomo

Panorâmica da Piazza del Duomo

Uma das belas paredes da galeria Vittorio Emanuele II. Não consegui fotografar a parede inteira.

Uma das belas paredes da galeria Vittorio Emanuele II. Não consegui fotografar a parede inteira.

Estátua no Largo Caroli

Estátua no Largo Caroli

Entrada do Castelo Sforzesco

Entrada do Castelo Sforzesco

Um dos jardins internos do castelo

Um dos jardins internos do castelo

Janta. WEE :D

Janta. WEE 😀

Não parece um lugar super divertido para se estudar?

Não parece um lugar super divertido para se estudar?

A Igreja do Duomo.

A Igreja do Duomo.

Japoneses. Eu prometi que ia achar fotos de japoneses tirando fotos. Comecei bem?

Japoneses. Eu prometi que ia achar fotos de japoneses tirando fotos. Comecei bem?

E com isso chego perto das 21:30 de volta. Pois é, doze horas fora do hotel meio que me cançaram bastante. Até a próxima.

TL;RD: Conheci alguns brasileiros. Só preciso me preocupar de volta na quarta-feira. Comi pizza!

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~ por nesello em 2014 08 25.

2 Respostas to “Dia dois”

  1. Aí ó, viu como o whatsapp é importante? Heheheh

    Gostei das porções individuais de pizza 🙂

    • Haha, ainda tem mais história de comunicação por aqui xD
      O massa que não é necessariamente o whatsapp. Um número de telefone pra ligar já ajudaria um monte 😀

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