Análise – Música – Black Night

Um clássico do Deep Purple, Black Night possui uma sonoridade única, bem diferente do que costuma-se ouvir hoje em dia. Gravada pela EMI em um single (para promover o álbum In Rock), tornou-se um grande sucesso. Talvez pela letra, talvez pelo som.

A introdução é bastante simples, e puxa direto para a primeira frase, que caracteriza a música. Com a entrada do vocal, os instrumentos se retesam, para, no “refrão”, brincar um pouco mais. Os solos são únicos, de cada versão.

O primeiro mistério da música é o título. “Noite Negra”, em uma tradução livre. Claro, em se tratando de rock, nada mais comum do que referências à escuridão. Mas de qual escuridão estamos falando, só a letra pode nos responder:

Black night is not right
I don’t feel so bright
I don’t care to sit tight
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

I don’t need a dark tree
I don’t want a rough sea
I can’t feel, I can’t see
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

Black night, black night
I don’t need black night
I can’t see dark night
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

A métrica da pronúncia, no vídeo, é precisa. As frases não parecem ser maiores umas que as outras, e a própria variação na letra acompanha mudanças ritmicas e melódicas na música.

1ª estrofe:

Black night is not right
I don’t feel so bright
I don’t care to sit tight
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

A noite negra é uma espécie de prisão, mas “eu” não preciso dela para estar preso. Esses três primeiros versos mostram que a “Black Night” não precisa existir. Os três seguintes fazem uma suposição. Talvez “eu” possa ser “eu” mesmo. Black Night é distante de casa. Em casa eu tenho liberdade total, e a noite escura me bloqueia.

2ª estrofe:

I don’t need a dark tree
I don’t want a rough sea
I can’t feel, I can’t see
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

Uma árvore escura, um mar turbulento. Não preciso, não quero. Não sinto nem vejo. Esses três versos tomam lugar dos que introduzem a “Black Night”, como se caracterizassem eles. A árvore escura, escondida na noite, o mar turbulento, também oculto. A noite escura oculta coisas que penso não serem necessárias. Os três últimos versos se repetem.

3ª estrofe:

Black night, black night
I don’t need black night
I can’t see dark night
Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me
Black night is a long way from home

Eu não preciso dessa noite escura. Não posso ver em sua escuridão. A “Black Night” impede-me de ser eu mesmo, de me sentir em “casa”.

A noite escura é algo externo a nós, que nos impede de sermos nós mesmos. E é tão forte que, mesmo onde nos sentimos seguros, passamos a nos mascarar com a “Black Night”. a música parece fazer referêcia à máscara da sociedade, e como ela passa a bloquear nós mesmos.

Maybe I’ll find on the way down the line
That I’m free, free to be me

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~ por nesello em 2010 05 31.

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