Dia dois

•2014 08 25 • Deixe um comentário

Sabe aqueles dias cinzentos, onde você não sabe o que fazer? O próximo compromisso é outro dia, e não há mais nada a fazer? Pois é, eu não conhecia isso, até hoje. Foi assim que começou meu dia.

Ah, mas tinha uma coisa que eu gostaria de fazer. Duas, na verdade. Porém, antes de dizer o que eram estas coisas, é importante lembrar que eu não tinha nenhuma espectativa sobre o que iria acontecer, fazer, etc. Sério, isso é estranho.

A primeira coisa que eu fiz foi caminhar até o Campus. Não peguei o melhor caminho, sei disso, mas peguei um que me levou até lá. Bom que a caminhada me mostrou algumas coisas sobre a cidade:

  • Só existem árvores nos parques
  • O trânsito italiano é um caos
  • Nunca vi tanta pichação.

Sério, praticamente todos os edifícios possuem alguma pichação. Deve valer como regra: Não tem pichação, é turístico/restaurado. Novamente, muitos imigrantes. Gente com cara de turco é uma das coisas mais comuns da cidade. Claro, olhos e ouvidos bem atentos. A praça leonardo da vinci poderia passar por uma praça mal cuidada de Curitiba, sem maiores dificuldades. Mas bem, ainda não falei das coisas que eu queria fazer.

A primeira delas era ir até o Politecnico di Milano ver o que eu deveria fazer, agora que estou na itália. A outra, conhecer onde fica o alojamento.

Ir até o politécnico foi tranquilo. Encontrar o edifício onde ficava o atendimento a estudantes foi levemente mais difícil. A universidade é ENORME. Em termos de UTFPR, o campus leonardo tem uns três campus curitiba de área ocupada. Não acreditei que fosse tão grande, no googlemaps. E este é apenas um campus. Outros estudantes esperavam serem chamados por senha no atendimento ao estudante. Não consegui entender o código das senhas, uma letra seguida de um número. Talvez simplesmente não haja um código, e as senhas sejam aleatórias (mas, de alguma forma, ordenadas).

Ao ser chamado, conversei rapidamente com uma moça. Na verdade, foram três. A informação importante é que quearta-feira é o grande dia, onde a universidade vai passar todas as informações relevantes. Ok, então, nos vemos quarta-feira. Neste momento conheci um outro brasileiro, CSF também. Yves. não, é sério, esse é o nome do piá. A primeira coisa que disse para ele foi: “Parla solo in italiano”. Já estou exagerando no uso de português neste blog, então preciso treinar onde posso. Depois disso, saímos do campus e fomos ao aeroporto de Linate, que fica ali por perto, esperar os amigos do Yves, que chegaram hoje. Tentei falar italiano o máximo possível, mas né, tem horas que ficou difícil. Falta ainda muito vocabulário para conseguir fluência. A caminhada levou algo entre uma hora e uma hora e quinze. O acesso de pedestres está imperfeito, tem um cruzamento de auto-estrada na rua que leva ao aeroporto que simplesmente não tem calçada – e não indica por onde ir. Claro, não é problema, mas é algo que reparei.

No aeroporto esperamos por mais de uma hora. Parece que o vôo deles atrasou, e o rapaz não tinha comunicação com eles – isto é, até a hora que ensinei como conectar na internet wifi de graça. O tipo de coisa que, se você não está acostumado com outras internets públicas, você nem percebe como fazer. AKA, ele entrou na internet, foi redirecionado à página de acesso e escolheu o acesso grátis. Com isso ele conseguiu falar – via WhatsApp – com os amigos. Conheço pouca gente agitada como ele.

E assim conheci mais quatro brasileiros. Eles não possuem uma promessa TÃO forte como a minha de só falar em italiano, o que dificultou um pouco as coisas, mas nos demos bem. Leonardo, Nicole, Cris e Ana chegaram portando tanta bagagem que eu não saberia se ia rolar pegar um ônibus (eu já estava BEM cansado para voltar a pé, além de ter mais uns 200kg em bagagem para eles transportarem). Tanto o Leonardo quanto a Nicole estão no mesmo alojamento que eu, e a Ana, num alojamento próximo. Só a Cris que está longe (O yves está em um alojamento mais eprto do campus). Pegamos um táxi, uma opção que não me agrada, mas não vi outra maneira. Eram sete malas para três pessoas. Sete malas GRANDES. Pagamos 55 euros no táxi para andar cerca de 4 quilômetros, um pouco menos, talvez. Chegamos lá, pegamos as chaves para os quartos (o Leonardo é meu colega de quarto) e DAMM, que quarto grande. Conhecemos lá a última pessoa do dia, o Vitor. Ele chegou em Milão dia 14, ficando em um albergue até hoje.

Acabamos combinando de ir à estação Duomo, mas não encontramos o Yves, a Cris e a Ana. Acabou que eu, o Leonardo, o Vitor e a Nicole demos uma volta pela parte turística da cidade. Diferente? Sim. Nenhum prédio pichado, toneladas de pessoas, um parque, um castelo… Chegamos lá na praça de metrô e andamos, andamos o resto do dia. Visitas rápidas – Cada uma das construções que vimos merece um dia inteiro de visitação – apenas para conhecer mais da cidade. Passamos pelo Castelo Sforzesco, pelo parque que há atrás do castelo e, lá pelas oito da noite – com o céu claro, ainda – decidimos procurar um lugar para comer pizza.

Achamos uma pizzaria ali por perto, sem muita vontade para procurar mais. Comi uma pizza de diâmetro de dar inveja às do Brasil, mas BEM mais fina. Acho que nunca havia visto uma pizza tão fina antes – talvez por isso tenha comido-a inteira. A fome (tanto o café da manhã quanto o almoço foram bem ralos) deve ter ajudado. Pizza simples, mozzarela e pomodoro (a marguerita do país), mas gostosa. Com água e o coberto paguei 8,50 euros. Dinheiro é limitado, não dá pra sair gastando por aí.

Casal tirando fotos com os pombos na Piazza del Duomo

Casal tirando fotos com os pombos na Piazza del Duomo

Panorâmica da Piazza del Duomo

Panorâmica da Piazza del Duomo

Uma das belas paredes da galeria Vittorio Emanuele II. Não consegui fotografar a parede inteira.

Uma das belas paredes da galeria Vittorio Emanuele II. Não consegui fotografar a parede inteira.

Estátua no Largo Caroli

Estátua no Largo Caroli

Entrada do Castelo Sforzesco

Entrada do Castelo Sforzesco

Um dos jardins internos do castelo

Um dos jardins internos do castelo

Janta. WEE :D

Janta. WEE :D

Não parece um lugar super divertido para se estudar?

Não parece um lugar super divertido para se estudar?

A Igreja do Duomo.

A Igreja do Duomo.

Japoneses. Eu prometi que ia achar fotos de japoneses tirando fotos. Comecei bem?

Japoneses. Eu prometi que ia achar fotos de japoneses tirando fotos. Comecei bem?

E com isso chego perto das 21:30 de volta. Pois é, doze horas fora do hotel meio que me cançaram bastante. Até a próxima.

TL;RD: Conheci alguns brasileiros. Só preciso me preocupar de volta na quarta-feira. Comi pizza!

Dia um

•2014 08 24 • 2 Comentários

Ok, parece que as preocupações do dia zero se mostraram desnecessárias (a conexão vai dar tempo? O avião pode cair. Se cair, oq fazer? Resgatar pessoas ou objetos? Ficar em grupo ou não? E se as malas desaparecerem? E se o hotel não existe mais? E…).

Então estou aqui, em Milão. Pois é, estou ouvindo, falando e pensando em italiano de um jeito que eu não achei que fosse conseguir. (mas esperava. Damm, por que vocês ficaram perguntando se o italiano está bom???)

O voo foi cansativo. Essa é a palavra e definição principal. Quem já viajou de ônibus sabe o que é dormir com uma pessoa perigosamente ao seu lado, enquanto todo o veículo treme. Curiosamente, eu já dormi melhor em ônibus. Acho que a adrenalina estava meio alta. De qualquer forma, consegui dormir um pouco (umas seis horas – das quase doze que o voo durou). O trecho CT-SP foi tranquilo. O avião mal decolou já estava pousando (sério, foi tipo meia hora de voo e meia hora de taxiamento nos dois aeroportos). O bom é que chegamos em Sampa a ponto de eu esperar na fila de embarque. Embora tenha corrido um pouco – bem, apressado o passo é mais preciso – a alfândega não era muito longe do terminal onde desembarquei. Devo ter caminhado um quilômetro em esteiras dentro de Guarulhos.

Na alfândega propriamente dita, tudo ocorrido conforme já me avisaram. Para passar nas máquinas de raio-X, computador e líquidos separados da mochila de mão (A guerreira da vez é a de EC. 1-UP \o/), jaqueta também retirada… Um senhor na minha frente até o cinto tirou. A alfândega estava bem tranquila. Basicamente mostrar os documentos e passagem para a atendente e vambora. Fila só de 15 minutos, menos até (telefone estava desligado desde que saí de casa – e relógio não uso).

Na sala de embarque a coisa demorou um pouco mais. Como peguei assento numa das filas da frente (classe econômica, claro), tive que esperar toda a fila dos de trás passar (NOTA: filas de trás são mais seguras e entram antes. Esquecendo da nota em 5, 4…). O avião decolou no horário previsto, felizmente tinha música decente (dava até pra escolher! AC/DC, Eric Clapton, Nirvana, e mais algumas que olhei e esqueci!) e alguns filmes interessantes. Ouvi um pouco de Nirvana até a chegada da janta (Raviolli recheado com ricota ao molho de espinafre. Não era a melhor coisa do mundo, mas não estava ruim. O vinho servido foi do agrado). Daí, mais um pouco de música até o tormento que foi tentar pegar no sono. Sim, sou um chato para dormir, admito. Não dá pra deitar (o reclinar deve largar a pessoa a um ângulo de uns 120º entre o peito e o joelho), não tinha uma posição confortável pras pernas, e o cara do lado (não sei se ele era brasileiro ou italiano até agora – mas aposto no segundo) não tinha noção de espaço. De qualquer forma, consegui cair no sono em algum momento (tipo lá pelas 5 da manhã – horário de brasília – Ah, tinham TVs com relógio, mapa e coisas legais nas poltronas da frente – foi onde vi o filme). Depois, quando acordei, decidi assistir o Amazing Spider Man. Não gostei, em parte pke o enredo do filme é corrido DEMAIS pro meu gosto, e em parte pke a tela não era boa. Cenas muito escuras não foram exibidas – ou seja, uma boa parte do filme eu vi vultos e meu próprio reflexo. De qualquer forma, logo veio o café da manhã e o filme acabou antes da viagem /*SPOILER: A gwen não morre :( SPOILER*/. Chegamos em Milão – Aeroporto de Malpensa, hora local 14:50, hora do Brasil, 09:50. Aqui deve estar no horário de verão (e o calor está de fazer inveja ao inverno curitibano). Desembarquei, caminhei meia hora até a alfândega italiana (o senhor que me atendeu não pareceu acreditar que eu ia estudar, mas…) e fiquei mais uma meia hora esperando as malas chegarem. Sério, as minhas deviam estar lá no fundo do avião, perto dos objetos contrabandeados. Vieram três levas com umas 50 malas cada antes das minhas começarem a aparecer.

Depois disso, lá estava eu, sozinho, procurando por algum lugar onde pudesse pegar o trem para Stazione Centrale. Felizmente existem balcões de informação para salvar o dia. Fui até a estação de trem, olhei rapidamente no display com os horários e ZAZ, adeus trem para Stazione Centrale. O próximo era em 40 minutos. Comprei minha passagem (para me garantir, vai que um fiscal entra no trem e eu arranjo encrenca ANTES de chegar na cidade?), tentei fazer uma ligação (não sei oq fiz de errado, mas algo estava errado), validei o ticket do trem e esperei. O trem já estava parado esperando, então 16:19 ele partiu. Eu nunca tinha viajado de trem antes, mas não foi muito diferente de um biarticulado com o triplo do tamanho andando a uns 120km/h. Ou seja, gostei.

Quando cheguei na estação central… Sério, que parada ENORME. É basicamente uma estação de trem do tamanho de um aeroporto de médio porte – pense Foz do Iguaçú. MAS, dentro dela é tipo um shopping. Sério, essa estação é muito grande – E bonita. Abaixo mostro uma foto externa dela.

Desembarquei na estação, dou uma procurada nos arredores pelo hotel onde estou hospedado, chuto a mala maior umas 15 vezes (Essa parada é totalmente instável! Você dá uma canelada sem querer nela e ela começa a pular de uma rodinha pra outra, cada vez mais inclinada! WTF!), e já aproveito e me familiarizo com a cidade. Hotel localizado, bagagens guardadas, um tempinho até a janta… Decidi sair e caminhar um pouco.

Milão, sob um ponto de vista menos turístico, não é diferente de Curitiba. Prédios grandes e imponentes, edificações mais antigas, mendigos… No geral, uma cidade grande. Algumas coisas me chamaram bastante a atenção: Os pontos de aluguel de bicicleta (tá certo que estou num ponto concorrido – a stazione centrale – mas eu contei uns 5 num raio de 500 metros), ciclofaixas aos montes, semáforos para tudo: carros, pedestres E ciclistas, numa das ruas principais tem um estacionamento subterrâneo – ou seja, nenhum carro nela. Só não encontrei o restaurante que me recomendaram, o Ciao. Quase como no McDonalds, mas né, vamos aproveitar e variar de vez. Após dar uma bela volta na região, um pensamento se desfez. Encontrei mais negros aqui do que em Curitiba. Só não sei quantos eram turistas e quantos eram moradores. Também são reconhecíveis os árabes (sério, a cara deles é diferente de todas as outras), diferente dos demais europeus. Acho que só encontrei uma senhora falando francês – ao telefone. Outros idiomas, ainda não.

Na janta – com o sol se pondo, já que agora voltei pro verão, comi um kebab, um sanduíche de carne de carneiro com tomate, alface e um molho picante. Preço de McDonalds, gosto não muito diferente. E essa foi a aventura do dia. Agora o cansaço está batendo mais forte, amanhã é dia de recomeçar as coisas por aqui…

Malfeito feito.

Trem antigo, abandonado e pichado.

Trem antigo, abandonado e pichado.

Pichação em muro ao redor da linha dos trens

Pichação em muro ao redor da linha dos trens

Mais uma pichação. Algumas são mais artísticas, outras, poéticas. Outras são apenas letras garrafais.

Mais uma pichação. Algumas são mais artísticas, outras, poéticas. Outras são apenas letras garrafais.

Várias linhas de trem. esse tipo de cenário me parece o mínimo que uma criação cyberpunk deve ter. Cinza, pedras, linhas de energia, ferro...

Várias linhas de trem. esse tipo de cenário me parece o mínimo que uma criação cyberpunk deve ter. Cinza, pedras, linhas de energia, ferro…

Fachada da estação central, vista de longe, com uma pracinha no caminho.

Fachada da estação central, vista de longe, com uma pracinha no caminho.

A primeira igrejinha que vi em Milão.

A primeira igrejinha que vi em Milão.

TL;DR: To bem, vivo, e inteiro.

Dia zero

•2014 08 23 • Deixe um comentário

Últimas horas antes do embarque.

Malas prontas. Documentos, roupas, objetos pessoais… tudo foi para seu devido lugar.

Até a casa foi arrumada… Uma tentativa de reencontrar algumas das coisas que estou deixando.

Cada jogo, carta, papel, relatório. agora encaixotados como espero que estarão, daqui a um ano.

Um ano… Tempo e distância.

 

Hoje é dia de ir para o futuro. De abandonar o eu que está aqui.

E de renascer, em outra ocasião, em outro lugar.

 

O tempo é curto.

Para todos os que ficam, até logo.

Chegou a hora de mostrar meu bravo coração.

Scienza senza frontiere, aspettami.

Citytour Recife e Olinda – O Segundo dia

•2011 03 09 • Deixe um comentário

Continuando nossa viagem por Recife, na terça-feira eu e minha avó descemos tomar o café da manhã pela primeira vez. Bem padrão de hotéis, sem grande surpresas (exceto as jarras com suco chatinhas pra servir). Não foi um café da manhã ruim, frutas, pães e bolos, curau, alguns pratos quentes, cereais, além de omelete e tapioca preparados na hora.

Depois do desjejum, um pouco de sol. O citytour estava combinado para as 13:00 horas, então podíamos aproveitar um pouco a piscina do Hotel. Minha avó ficou lendo, eu descobri que a água era fria (aliás, a única água fria que encontrei por lá). Perto das 11:00, saímos do hotel pra comprar alguns comes e bebes. Havia um mercado na frente do hotel, serviu perfeitamente pra isso.

às 13:00, fomos até a recepção pegar uma van para passear pela cidade. O registro é fotográfico:

 

Torres Gêmeas

Só parecem.

Edifícios Antigos

Um prédio aos pedaços...

Prédio do legislativo, se não me falha a memória

Isso não existe mais em curitiba...

Ótimo lugar pra se achar um orelhão

Ótimo lugar pra se achar um orelhão

Pixações: Não há cidade sem elas.

Prédios Históricos

Prédios Históricos. No centro da cidade. Dããã

Antigo Marco Zero. A foto está deitada

Isso deveria ser um farol.

Bonecos Gigantes de Olinda

 

Falando em olinda...

Uma igrejinha...

Duas igrejinhas...

Recife, Olinda...

Perfil com olinda.

três igrejinhas...

... e uma Igrejona!

Altar da igreja anterior... folheado a Ouro 22, se não me engano.

 

E com isso encerramos aquela terça-feira. Volta para o hotel congestionada = conversa com os guias e companheiros de grupo. Só estranhei sempre mudarem o assunto de trânsito pra qq outra coisa quando eu ia falar daqui em CTBA… Até parece que o transporte aqui é perfeito…

Enfim, até o terceiro dia, com sorte, ainda essa semana!

Viagem para Recife: O primeiro dia

•2011 02 25 • Deixe um comentário

É, fui para Recife. passei 8 dias lá. E venho aqui fazer uma “narrativa” de como foi essa viagem.

Eu e minha avó viajamos de Cutitiba para Recife pela GOL Linhas Aéreas Inteligentes. Uma viagem tranquila, o vôo não teve maiores problemas, mas ficou bem claro, para mim, que a qualidade do transporte aéreo está diminuindo. Por mais que, durante todo o check-in, sala de espera, e tudo o mais, os funcionários sejam um bocado atenciosos, a alimentação a bordo está ficando um bocado simplista. Já fiz viagens (inclusive pela GOL)  onde recebíamos, além do copo de bebida, uma caixinha contendo geléia, torradas, margarina, bolachas, entre outros. Viagens longas não se tornavam uma tortura para o corpo.

Desta vez, o café da manhã era um pacotinho de biscoitos de leite (umas 30g), o lanche matinal, outro pacotinho de batatas chips e duas bolachas recheadas. É, dá pra sobreviver. Mas não é mais a mesma coisa de antes.

Nossa viagem nos levou de Curitiba até o Galeão, no Rio de Janeiro. Lá esperamos uns 40 minutos até o embarque para recife, via conexão. Saimos de curitiba às 08:10, devido um breve atraso, mas chegamos em RJ a tempo do próximo vôo, às 10:13. Este, por sua vez, foi direto para Recife, e de lá, seguiu para Campina Grande, PB. Vó e eu ficamos em PE.

Do Aeroporto seguimos direto para o hotel, de táxi (por um preço que, disse minha avó, estava muito bom). Check-in no hotel, o Dorisol Recife Gran Hotel, escolhido dentre os disponíveis pra uso de diárias da Brastur Hotéis.Fomos ao quarto vestir roupas adequadas à temperatura local e em seguida descemos para o restaurante do hotel almoçar.

Esta era a vista do quarto:

Por mais que você procure um hotel bom e barato, encontre as melhores ofertas de passagem aérea(ou, como minha avó, use milhagens), o gasto com alimentação ainda vai ser alto. O restaurante disponibiliza um almoço com pratos a la carte, ou um buffet de saladas com um prato principal estilo prato-pronto. No dia, tinha um contra-filé a um molho estranho(e picante) acompanhado de batatas e macarrão seco. Nunca mais almoçamos no hotel.

Uma coisa que pode parecer besta, mas é verdade. Por mais que a viagem esteja acertadíssima, passeios das 08:00 às 19:00, ainda haverá tempo livre pra ser ocupado. Claro, talvez o hotel tenha uma academia, ou uma piscina, e sem dúvida que ele tem TV. Mesmo assim, leve alguma outra coisa pra fazer. Um livro, uma revista de passatempos, música… qualquer coisa que ocupe a sua cabeça entre a janta e a cama serve. O livro que levei para essa viagem foi Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Um senhor livro que terminei uns 3 dias antes de voltar de lá.

Pelo menos tinha TV(tédio)

Minha avó acertou para o dia seguinte um Citytour por recife e olinda, e jantamos pizza, pelo serviço de quarto. Enquanto não estava lendo / assistindo simpsons (ou talves justamente quando eu fazia os dois), acertamos o roteiro de passeios que fizemos durante a viagem.

É, bem cara de “chegamos” mesmo. Próximo post: Citytour e sobrevivência!

ENEM: Fracasso?

•2010 11 08 • 1 comentário

Esse fim de semana foram aplicadas, no Brasil inteiro, as quatro provas que compõe o ENEM. Distrubuídas em dois dias, as provas apresentaram problemas técnicos e de organização, a ponto de uma juíza da 7ª Vara Federal aceitou o pedido de cancelamento da prova em toda a nação. Creio que essa medida drástica seja desnecessária, mas nem por isso os problemas ocorridos durante a prova deixam de ser graves.

Um problema que percebi instantaneamente foi o erro dos locais de prova. Meu cartão de confirmação trazia o número da faculdade onde realizei o teste como sendo 70, embora, na verdade, fosse 470. Sim, próximo, porém ouvi relatos de salas de aplicação que simplesmente não existiam. Prédios que iam até o 2º andar e possuiam salas distribuídas em até três pavimentos. Salas que simplesmente não existiam. Ouvi relatos, também, de alunos que foram ao local indicado, mas não possuiam os nomes na lista da sala.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a variedade(por não encontrar termo melhor) de treinamento. Felizmente, os fiscais de prova em minha sala foram atensiosos, prestativos e, na maior parte do tempo, coesos e bem informados. Porém, houveram salas onde os candidatos fizeram uso de lápis e borracha, onde estes não receberam informações sobre o tempo de prova, ou mesmo sequer foram orientados a respeito dos erros de diagramação e impressão do sábado. Outra cena questionável foi a do repórter que enviou o tema da redação via telefone celular ao jornal onde trabalhava. Soube de alunos que tiraram fotos da prova, com uma “comissão” preparada para enviar as respostas corretas. Se houve treinamento aos aplicadores de prova, tenho minhas razões em questionar sua eficácia.

Falando e erros de diagramação, o cartão-resposta de sábado, onde deveríamos marcas as alternativas escolhidas, tinha os cabeçalhos das matérias trocados. As questões de 1 a 45 eram, na prova, destinadas à área de Ciências Humanas, mas no cartão-resposta tais questões foram separadas para a área de Ciências da Natureza. As seguintes também tinhas cabeçalho invertido. Felizmente a prova de domingo não teve este problema, mas alguns cartões-reposta tinham erro na seleção de língua estrangeira do candidato. Resta saber como o INEP e o MEC irão corrigir a prova, e que outras medidas tomarão.

Tiveram outros problemas dos quais ouvi falar, mas a prova não foi uma decepção total. Este ano, as questões estavam notavelmente mais complicadas que as do ano anterior, provavelmente um reflexo do modelo de elaboração e avaliação usado, a TRI, Teoria de Resposta ao Item. Essa teoria avaliativa proporciona uma uniformidade da avaliação, permitindo que se façam provas diferentes, porém de dificuldade muito parecida, avaliando os mesmos quesitos.

E é justamente essa TRI que pode salvar o MEC e o INEP. Como as provas por eles elaboradas seguem essa teoria, eles podem facilmente substituir a prova original por outra de igual valor. A segunda prova não deixaria de ser justa, isto é, tão difícil quanto a primeira, como podemos precipitadamente pensar. Diferentemente do modelo tradicional de provas, este novo modelo facilita que provas diferentes testem habilidades semelhantes. Sejamos sinceros, esta prova é bastante cansativa, custosa e necessita de um planejamento que, penso eu, o MEC e o INEP ainda não afinaram completamente. Tomara que os erros deste ano não se repitam.

Proposta de Redação 6

•2010 10 09 • Deixe um comentário

Semanas mais próximo do vestibular, e também do segundo turno.

Nessa proposta, temos um belíssimo infográfico, extremamente agradável de se ler. A proposta:

O Gráfico e o mapa a seguir foram publicados pela Gazeta do Povo, em 1º/03/10. Os números dizem respeito a mortes violentas. Com base nesses dados, escreva um texto que atenda os seguintes requisitos:

  • ser autônomo, com no máximo 15 linhas, mencionando o tipo e a fonte do texto de referência;
  • explicitar as inferências possíveis a partir do cruzamento de daods;
  • contextualizar os dados, apresentando, principalmente, possíveis causas e consequências da situação apresentada.

Curitiba e região estão tornando-se cada vez mais violentas, isto é o que indicam o mapa e gráficos publicados pelo jornal Gazeta do Povo em 1º de Março deste ano. Os dados, recolhidos diretamente no Instituto Médico Legal, mostram que, comparando os meses de Janeiros e Fevereiro de 2008 a 2010, ouve um acréscimo de 77 homicídios por ano, praticamente uma família de 3 pessoas a mais em cada dia. Nos dois primeiros meses deste ano, mais de 140 mortes violentas aconteceram na cidade, sendo que a maior parte concentra-se em 6 dos 76 bairros da cidade, a maioria deles, industriais.

Tal aumento no nº de mortes pode ser explicado, principalmente, pelo aumento populacional da cidade – e consequente incremento na quantidade de subempregos – bem como na ampliação das atividades do narcotráfico. Tais informações vão contra a imagem de uma Curitiba boa de se morar, e podem tornar a já conhecida por sua frieza população curitibana pessoas cada vez mais introspectivas.

Desta vez, uma série de erros. Nem vale a pena tentar enumerá-los. Inúmeras vírgulas podiam ter melhorado o texto. Desta vez, a corretora jogou o óbvio na minha cara: “Observe que você apresentou os motivos e as consequências do problema”. Como se a proposta não pedisse isto.

Esta foi, até agora, minha pior nota, 7,2. Acho que faltou assunto pra desenvolver.

 
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